Mulher morre em estacionamento da faculdade Jorge Amado

Uma mulher de identidade não revelada e de aproximadamente 27 anos morreu no estacionamento do prédio I do Centro Universitário Jorge Amado, na Paralela.

Ela passou mal dentro de um ônibus de linha desconhecida na altura do shopping Paralela, local onde trabalhava. Quando o veículo parou no ponto da Unijorge, quatro alunos se sensibilizaram com o fato de ela estar desmaiada dentro do ônibus e a levaram para a instituição, na tentativa de conseguir primeiros socorros. “Eu pedi ajuda a alunos, professores e até um taxista, mas todos se recusaram a prestar atendimento”, disse Raimundo Oliveira, de 29 anos, aluno de design.

Assim que souberam do caso, duas médicas presentes na faculdade resolveram ajudar. Mas segundo o relato de alunos, o atendimento demorou. “Elas precisaram de um desfribilador, que só tinha no outro prédio e isso levou tempo. Fico pensando: e se fosse com um de nós, alunos? Morreríamos também?”, desabafou a aluna de enfermagem, Claudiane Lopes de Jesus, de 29 anos.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas demorou 40 minutos para chegar. Uma nova tentativa de reanimar a garota foi feita, mas ela não resistiu e morreu no local.

Reivindicações

Aproveitando a reportagem, que estava na instituição, alunos reivindicaram a falta de preparo da faculdade quando o assunto é primeiros socorros.

“Demorou demais, talvez ela pudesse estar viva se o setor de atendimento tivesse sido mais ágil. Ela chegou passando mal quase 22h e o pronto socorro daqui só funciona até às 20h, sendo que tem cursos que vão muito além desse horário. Só temos um desfribilador, um equipamento extremamente importante nestes casos. Novamente eu pergunto: e se fosse um de nós?”, ressalta Claudiane.

No entanto, em conversa informal, um fiscal responsável pela segurança da instituição de ensino garante que tudo foi feito pela garota. “Eu mesmo fui atrás do desfribilador e nem aluna daqui ela é. Os alunos estão aproveitando o momento para reivindicar outras coisas, tudo bem, é um direito deles. Mas acho que nesta situação não cabe”, finalizou.

A assessoria da Unijorge está investigando o caso e informa que ainda hoje deve se pronunciar.

Fotos: Leitor do Bocão News

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